Nasceu em 01 de janeiro de 1902 na cidade de Alvinópolis. Tinha o apelido de “Néca”. Com 17 anos de idade serviu o exército e logo após percorreu algumas cidades mineiras no Sul do Estado de Minas Gerais.
Residiu durante um curto período na cidade de Capela Nova (localizada próximo
das cidades mineiras de Barbacena e Carandiru) onde trabalhava como sapateiro.
Depois residiu na cidade de Viçosa, trabalhando em uma sapataria e nas horas de
folga, costumava passear no local chamado “Silvestre”, distrito de Viçosa, aonde
veio a conhecer sua futura esposa.
No dia 10 de novembro de 1923 casou-se aos 21 anos de idade, com Olga Martins da Silva, na cidade de Viçosa (M.G.).
Ela nasceu em 4 de novembro de 1904 na cidade de Viçosa (MG) sendo seus pais:
José Martinho da Silva Neto e Olga de Castro Martinho.
Após o casamento, foram residir no distrito
de Silvestre, onde sua esposa trabalhava na fábrica de tecidos.
Tiveram os filhos: Maria da Conceição, Clélia, José, Lélia, Vilma, Erlanier, Fernando, Pompéia, Ilma e Maria do Carmo.
Manoel Pereira da Silva e sua família
fixou residência na cidade de Viçosa (MG), onde trabalhou durante 35 anos como
funcionário público federal no Patronato chamado “Escola Agrícola Artur
Bernardes”. Era uma instituição que acolhia menores abandonados aonde ficavam
até atingir a maioridade. Nessa instituição exerceu vários cargos dentre eles:
chefe de disciplina, instrutor de educação física e diretor.
Em 1956 ocorreu um evento importante em sua
vida. Foi convidado juntamente com a Banda da “Escola Agrícola Artur Bernardes”
para prestigiar a visita do Governador do Estado de Minas Gerais, Sr. Juscelino Kubitschek de Oliveira à cidade de Alvinópolis (MG). No encerramento
da solenidade a Banda “Santo Antônio”, regida à época por Zózimo Franca, da
cidade de Alvinópolis, tocou um Dobrado homenageando o fundador da mesma, o
Capitão Manoel Pereira da Silva. Então o filho do português foi chamado ao
palanque para realizar um breve discurso que fez com maestria agradecendo o
convite e explanando sobre seu ilustre pai, que tanto atuou na sociedade
alvinopolense.
Manoel Pereira da Silva, segundo
depoimentos de seus filhos, orgulhava-se muito em comemorar datas festivas como
o dia 7 de setembro. Nessas datas ele levava os alunos do Patronato para
desfilar. Os jovens iam todos uniformizados e após o desfile realizavam uma
ginástica ritmada com uma excelente coreografia e performance que deixava todos
maravilhados. Nestes eventos Manoel Pereira da Silva chegou algumas vezes
a ser homenageado com troféus de “Honra ao Mérito”.
Quando a instituição que trabalhava passou a
ser fundação, ele solicitou a transferência para a cidade de Belo Horizonte (M.G.).
Nesta cidade ele trabalhou na Delegacia Fiscal durante aproximadamente 1 ano.
Posteriormente mudou-se com a família para a cidade de Rio Pomba (MG) onde
trabalhou no Patronato chamado “Escola Agrotécnica Federal de Rio Pomba” durante
mais 1 ano. Após isto, aposentou-se.
Manoel Pereira da Silva além de ter
aprendido sozinho o ofício de sapateiro, dentre outros, como o de ser fotógrafo,
ele aprendeu a tocar alguns instrumentos musicais como a flauta e o violão.
Manoel Pereira da Silva faleceu em 16
de dezembro de 1993 e sua esposa, Olga Martins da Silva, em 14 de
março de 1988 na cidade de Rio Pomba (M.G.).